E agora, José? O Senhor está com você! (Gn 39.9,21,23)

“Ninguém desta casa está acima de mim. Ele nada me negou, a não ser a senhora, porque é mulher dele. Como poderia eu, então, cometer algo tão perverso e pecar contra Deus?” (…) Mas o SENHOR estava com ele e o tratou com bondade (…). O carcereiro não se preocupava com nada do que estava a cargo de José, porque o SENHOR estava com José.

Todo pecado e, primeiramente, um pecado contra Deus. E, ao resistirmos ao pecado, deveríamos fazê-lo por temor ao Senhor, pelo prazer em agradá-lo e não por qualquer outro motivo além desse.

José não disse: “Sinto muito, senhora, não posso fazer isso porque o seu marido foi bom comigo”. Nem disse: “Não posso fazer isso porque sou um homem honesto”. O maior motivo da recusa de José foi o de que ele não podia pecar contra Deus, não podia ofender a Deus com o seu pecado.

Deus, por sua vez, estava com José. Esta é uma afirmação que até se repete, para dar ênfase, para mostrar a nós que, quando Deus decide se relacionar com uma pessoa, Ele não volta atrás. Ele está com os seus até mesmo em situações difíceis e aparentemente injustas.

[Este texto é fruto de meu plano de estudo bíblico pessoal a respeito da soberania de Deus. Leia sobre isso aqui.]

Anúncios

A fertilidade de Lia, a esterilidade de Raquel e a soberania de Deus (Gn 29 e 30)

(…) Lia engravidou, deu à luz um filho, e deu-lhe o nome de Rúben, pois dizia: “O SENHOR viu a minha infelicidade” (…). Lia engravidou de novo e, quando deu à luz mais um filho, disse: “Porque o SENHOR ouviu que sou desprezada” (…). Engravidou ainda outra vez e, quando deu à luz mais um filho, disse: “Desta vez louvarei ao SENHOR” (…). Deus ouviu Lia, e ela engravidou e deu a Jacó o quinto filho. Disse Lia: “Deus me recompensou por ter dado minha serva a meu marido” (…). Lia engravidou de novo e deu a Jacó o sexto filho. Disse Lia: “Deus presenteou-me com uma dádiva preciosa” (…). [Gênesis 29.32 —30.20]

Quando Raquel viu que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã. Por isso disse a Jacó: “Dê-me filhos ou morrerei”. Jacó ficou irritado e disse: “Por acaso estou no lugar de Deus, que a impediu de ter filhos?” (…) Então lembrou-se Deus de Raquel (…). Ela engravidou, e deu à luz um filho e disse: “Deus tirou de mim a minha humilhação”. [Gênesis 30.1-2,22-23]

A fertilidade, tanto feminina quanto da terra, era uma bênção divina. Em outras culturas também se atribuía aos deuses a função de permitir ou impedir que uma mulher gerasse um bebê ou que se tivesse sucesso nas colheitas.

Na cultura hebreia, sobretudo, era atribuído ao SENHOR, a YHWH, o poder de abrir e de fechar a madre. Havia essa consciência bem clara naqueles indivíduos.

Jacó provavelmente havia aprendido com Isaque e Rebeca acerca do Deus YHWH. Seus pais, por sua vez, aprenderam com Abraão e Sara, que aprenderam com o próprio Deus, que os chamou de uma terra idólatra e se revelou a eles.

Sendo assim, como Lia pôde atribuir a YHWH, e a nenhuma outra divindade a dádiva da maternidade, que naquele contexto era essencial para a realização feminina e o respeito na sociedade? Seu Pai, Labão, não era temente ao Deus dos hebreus, ele tinha suas próprias divindades (31.30-32). Independentemente do modo como Deus havia se revelado para ela (pode ter sido por meio de Jacó), Lia sabia que era YHWH (traduzido como SENHOR, em versalete), e nenhum outro, o Deus capaz de presentear-lhe com um filho e soube ser grata a cada novo nascimento. Lia sofria com a humilhação de ser a preterida de seu marido, embora fosse a esposa oficial, a primeira. E Deus a honrou dando-lhe mais filhos do que todas as outras matriarcas juntas. Além disso, ela é a mãe de Judá, tribo original de Davi e de nosso Senhor Jesus.

Por outro lado, Raquel era a favorita, mas também se considerava humilhada porque era estéril. Ela parecia confiar mais na capacidade de reprodução do marido do que em Deus. Ela pensava que era por vontade de Jacó que Lia tinha tantos filhos, enquanto ela não gerava nenhum. Jacó, sim, era consciente de que a fertilidade não cabia a ele, mas a Deus (v. 2). Raquel demorou para entender quem era o doador da vida e da madre, e ainda fez tentativas frustradas para engravidar, como se dependesse de alguma atitude dela (30.14-16). Entretanto, no momento determinado, O Senhor se lembrou de Raquel e a agraciou com um filho. Naquele momento, ela se lembrou do Senhor e reconheceu que era ele o responsável por sua madre.

[Este texto é fruto de meu plano de estudo bíblico pessoal a respeito da soberania de Deus. Leia sobre isso aqui.]

Deixe um comentário!

Ló fugiu de Sodoma contra a sua vontade? (Gn 19.15-16)

Ao raiar do dia, os anjos insistiam com Ló, dizendo: “Depressa! Leve daqui sua mulher e suas duas filhas, ou vocês também serão mortos quando a cidade for castigada.” Tendo ele hesitado, os homens o agarraram pela mão, como também a mulher e as duas filhas, e os tiraram dali à força e os deixaram fora da cidade, porque o SENHOR teve misericórdia deles.

Aqui está um dos melhores exemplos, para mim, de que Deus é soberano inclusive no que diz respeito à salvação. Deus já havia falado a Abraão que em Sodoma não havia nem mesmo dez justos. Provavelmente o único justo era Ló e, mesmo assim, só podemos entender essa qualidade de Ló como algo passivo. Talvez a melhor expressão seria “justificado” ou “alvo da compaixão de Deus”. Digo isto porque esta passagem deixa claro o quão apegado Ló era àquela cidade pecadora e condenada. Vejamos:

1º – Os anjos chegaram em Sodoma “ao anoitecer” (19.1), foram recebidos por Ló na porta da cidade. Estar à porta da cidade era indício de que Ló era um homem distinto e influente em sua cidade. Já em casa, os anjos lhe contaram que Deus estava por destruir a cidade e que ele e sua família precisavam ir embora (v. 12-13). Será que Ló saiu imediatamente? Não! “Ao raiar o dia” (v. 15) Ló ainda estava dentro de sua casa com sua família!!! E os anjos “insistiam” para que eles saíssem imediatamente! Era como se Ló não quisesse sair.

2º – Ló havia dado suas duas filhas em casamento a homens da cidade, ele certamente sabia que seus genros não adoravam ao Deus YHVH, mesmo assim havia cedido. Ló estava totalmente envolvido em Sodoma.

3º – Mesmo após a insistência dos anjos que avisaram quanto à destruição total de Sodoma e Gomorra, Ló ainda hesitava (v. 16).

4º – Se Ló saiu da cidade, não foi por sua própria vontade. O versículo 16 diz que os anjos o agarraram pela mão, a ele, sua esposa e filhas e os tiraram dali à força.

Para mim, este episódio deixa claro que, se Ló e suas filhas se salvaram da destruição da cidade, foi porque Deus quis tirá-los de lá. Se dependesse da vontade dessa família, o castigo teria caído sobre a casa dela também, mesmo sabendo da ameaça e promessa divinas!

Existe uma realidade: Deus prometeu que punirá o pecado e vai cumprir a promessa. Se a vida eterna é real aos que pertencem a Cristo, o sofrimento eterno também é real aos que não pertencem. A Bíblia diz, no entanto, que não há justo sobre a terra, não há ninguém que faça o bem e que decida por sua própria vontade e com os seus próprios pés abandonar a cidade condenada. Hesitamos ainda que a verdade chegue aos nossos ouvidos porque somos muito apegados a este mundo.

Muitas pessoas argumentam que a doutrina da eleição é injusta. Elas dizem: “Por que Deus salvaria uns e não salvaria outros? Por que a culpa será minha se eu for para o inferno? Se é Deus quem escolhe, a culpa é dele, oras!” Eu também pensava assim e usava esse mesmo argumento. Mas, graças ao Espírito Santo que tem me permitido entender melhor tudo isso, hoje vejo que um pensamento assim é absurdo! Porque todos já estamos debaixo da condenação. Todos queremos o que é mau, todos amamos Sodoma, nossa cidade pecaminosa. Se o Senhor deixasse com o homem a escolha, NINGUÉM seria salvo! Todos estaríamos condenados! Porque ninguém quer sair de Sodoma, mesmo tendo o conhecimento da verdade.

Porém, assim como Ló e suas filhas se salvaram do fogo que Deus derramou sobre aquela cidade, muitos de nós podemos contar com a salvação do inferno. No entanto, devemos observar nessa história que eles só foram salvos porque os anjos os puxaram pela mão e os tiraram dali à força, “porque o SENHOR teve misericórdia deles” (v. 16). Se não fosse isso, eles teriam perecido como todos os outros, e de maneira ainda mais justa, uma vez que sabiam o que estava para acontecer.

Nós também só somos salvos porque Alguém veio e “nos tirou do império das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho Amado” (Colossenses 1.13, ênfase minha). Não saímos do império das trevas sozinhos, nem nos transportamos para o Reino de Cristo pelos nossos próprios métodos. É o Senhor que vem, nos retira de um lugar para nos colocar em outro. Ele faz sozinho, não podemos contribuir com nada, a não ser com a fé, e mesmo ela não vem de nós, mas é um dom de Deus (Efésios 2.8).

Graças devemos dar a Deus, que separou os seus antes da fundação do mundo e nos livrou da condenação eterna. Obrigada, Senhor, porque o Senhor se compadeceu de mim e estou certa de que, apesar de tanta imundície que é a minha vida, Jesus Cristo, ao se entregar na cruz, pensou em mim também. Se todos os nomes escritos naquele precioso livro vieram à sua memória naquele momento, tenho em mim a certeza que o seu Espírito me dá, que meu nome foi lembrado. É provável que no instante em que Cristo pensou em mim naquela cruz, a dor deve ter ficado mais forte, bem mais forte, porque foram terríveis os meus pecados que Ele assumiu ali.

Ajuda-me a me lembrar disso quando vierem as tentações e que o sangue de Jesus Cristo me purifique de todo pecado.

[Este texto é fruto de meu plano de estudo bíblico pessoal a respeito da soberania de Deus. Leia sobre isso aqui.]

Deixe um comentário!

Não podemos omitir a má notícia (Gn 19.14)

Então Ló foi falar com seus genros, os quais iam casar-se com suas filhas, e lhes disse: “Saiam imediatamente deste lugar, porque o SENHOR está para destruir a cidade.” Mas eles pensaram que ele estava brincando.

Assim como as pessoas chamavam Noé de louco por causa da destruição que anunciava, os genros de Ló também não acreditavam que Deus poderia mesmo destruir a cidade. Mas aconteceu e aqueles homens pereceram junto com todo o povo daquele lugar. Hoje também não levamos a sério a mensagem sobre a ira divina e o inferno. Achamos que Deus é amoroso demais para punir o pecador. Muitas (na maioria das) vezes inclusive omitimos essa verdade ao anunciarmos o Evangelho, com medo de que as pessoas se sintam ofendidas. No entanto, omitir essa parte é deturpar o Evangelho, e isso é pecado grave.

[Este texto é fruto de meu plano de estudo bíblico pessoal a respeito da soberania de Deus. Leia sobre isso aqui.]

Deixe um comentário!

Maus e depravados! (Gn 6.5,8)

O SENHOR viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal (…) A Noé, porém, o SENHOR mostrou benevolência.

Este é um dos muitos episódios que mostram a que grau chegou a perversidade do homem.

Toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal. A vontade do homem está totalmente escravizada para o mal. A Bíblia é clara quanto a isso: O homem, por si mesmo, é incapaz de escolher o bem. O homem jamais escolherá o que é bom, daí se deduz que ele não pode se voltar para Deus sozinho. É necessário que primeiro o SENHOR mostre benevolência para com o indivíduo, assim como fez com Noé. Assim capacitado para o bem, o homem poderá viver em integridade e andar com Deus (v. 9) em obediência (v. 22).

Se você se descobriu em falta, e se reconhece como um miserável merecedor da ira divina; se você se sente mal por isso e gostaria de ser transformado, esse quebrantamento é o primeiro sinal da benevolência divina para com você e, muito provavelmente, é o desejo do SENHOR salvar a sua vida e te livrar da condenação eterna. Busque-O! Peça-lhe perdão e implore misericórdia! Um coração quebrantado Deus não despreza nunca.

[Este texto é fruto de meu plano de estudo bíblico pessoal a respeito da soberania de Deus. Leia sobre isso aqui.]

Deixe um comentário!

A graça de Deus na vida de Enoque (Gn 5.22-24)

Depois que gerou Matusalém, Enoque andou com Deus 300 anos e gerou outros filhos e filhas. Viveu ao todo 365 anos. Enoque andou com Deus, e já não foi encontrado, pois Deus o havia arrebatado.

Há pouco tempo escutei um pregador (não me lembro quem era) chamar a atenção para o fato de que Enoque começou a andar com Deus depois do nascimento de seu filho, Matusalém. Ou seja, houve um tempo em que ele andou sem Deus, que seriam os seus primeiros 65 anos de vida. Algo aconteceu e o SENHOR se revelou a Enoque naquele momento de maneira tão impactante, que esse homem viveu mais 300 anos tão próximo a Deus que este decidiu arrebatá-lo sem passar pela morte.

A soberania divina mais uma vez é revelada aqui. A Bíblia afirma que “o salário do pecado é a morte”, também diz que nesta terra “não há justo, nem um sequer”. Enoque era filho de filhos de Adão, nasceu em pecado. Seus primeiros 65 anos distantes do SENHOR certamente foram suficientes para que a sua natureza pecaminosa fosse confirmada. E, ainda que depois ele tenha recebido capacitação para viver 300 anos em santidade (o que não significa que não tenha mais pecado algum, isso seria um milagre, já que mesmo alguém regenerado não consegue ficar um dia sem pecar), ainda assim ele era um pecador (alcançado pela graça? Sim, mas era um pecador). Então, por que não passou pela morte?

O SENHOR não nos dá essa resposta e nem precisa nos dar explicações! Deus simplesmente quis levar Enoque vivo para si (e o mesmo fez com Elias). Essa foi a sua vontade e quem poderia contrariá-la? Sua vontade é tão soberana que está acima até mesmo da regra universal de que todo homem, nascido de mulher, enfrentará um dia a morte. Até mesmo para Jesus Cristo (é claro, por sua vontade, a fim de cumprir seu propósito eterno) essa regra valeu.

No entanto, se Deus decidiu: “Enoque, ainda que tenha nascido em pecado, não sofrerá a morte física”, pronto! Não há ninguém que possa se apresentar diante de Deus com aquele tom arrogante de eu-sei-mais-que-todo-mundo e dizer: “Mas o Senhor não pode fazer isto! Está aqui [aponta para o livro de regras], está escrito no artigo tal, parágrafo tal que todo homem deve morrer. O Senhor precisa se submeter a essa regra!” Isso chega a ser até ridículo porque foi o próprio Deus quem estabeleceu essa regra, como castigo pelo pecado, mas poupou Enoque.

Outras pessoas poderiam argumentar: “Mas é injusto! Por que poupou Enoque e não poupou Noé, por exemplo, que também é descrito como alguém que andava com Deus? E eu? Eu também ando com Deus! Será justo eu morrer e Enoque não?” Eu acredito que para essas pessoas a resposta é a mesma que Paulo utilizou em Romanos 9.14-16, a respeito da soberania de Deus e a doutrina da eleição.

Pensando em um propósito para esse episódio, eu creio também que Deus, ao arrebatar Enoque e, posteriormente, Elias, estava prenunciando o arrebatamento de todos os santos que estiverem vivos e andando com Ele na ocasião da Segunda Vinda de Cristo, evento futuro que devemos aguardar com expectação.

[Este texto é fruto de meu plano de estudo bíblico pessoal a respeito da soberania de Deus. Leia sobre isso aqui.]

Deixe um comentário!

Filho homem (Gn 4.1)

Adão teve relações com Eva, sua mulher, e ela engravidou e deu à luz Caim. Disse ela: “Com o auxílio do SENHOR tive um filho homem.”

Observa-se desde as primeiras personagens bíblicas que elas atribuem a Deus as coisas boas que lhes acontecem. Eva queria um filho homem, e a chegada de Caim foi considerada por ela uma bênção do SENHOR.

Por que ela queria um filho homem? Eu especulo duas possibilidades: Uma teria a ver com a preferência pela chegada de um menino, um bebê do sexo masculino era mais desejado devido ao pensamento de que o homem é o chefe responsável pela família, pelo sustento. Essa ideia perdurou até pouco tempo atrás e, em certas culturas e religiões essa preferência acontece ainda hoje. Outra possibilidade seria a de que o casal já havia concebido outras vezes, mas nasceram mulheres em sua maioria ou totalidade. Era necessário que viessem homens para que se cumprisse a ordem divina do “cresçam e multipliquem-se”.

[Este texto é fruto de meu plano de estudo bíblico pessoal a respeito da soberania de Deus. Leia sobre isso aqui.]

Deixe um comentário!