Gênesis 19.15-16

Ao raiar do dia, os anjos insistiam com Ló, dizendo: “Depressa! Leve daqui sua mulher e suas duas filhas, ou vocês também serão mortos quando a cidade for castigada.” Tendo ele hesitado, os homens o agarraram pela mão, como também a mulher e as duas filhas, e os tiraram dali à força e os deixaram fora da cidade, porque o SENHOR teve misericórdia deles.

Aqui está um dos melhores exemplos, para mim, de que Deus é soberano inclusive no que diz respeito à salvação. Deus já havia falado a Abraão que em Sodoma não havia nem mesmo dez justos. Provavelmente o único justo era Ló e, mesmo assim, só podemos entender essa qualidade de Ló como algo passivo. Talvez a melhor expressão seria “justificado” ou “alvo da compaixão de Deus”. Digo isto porque esta passagem deixa claro o quão apegado Ló era àquela cidade pecadora e condenada. Vejamos:

1º – Os anjos chegaram em Sodoma “ao anoitecer” (19.1), foram recebidos por Ló na porta da cidade. Estar à porta da cidade era indício de que Ló era um homem distinto e influente em sua cidade. Já em casa, os anjos lhe contaram que Deus estava por destruir a cidade e que ele e sua família precisavam ir embora (v. 12-13). Será que Ló saiu imediatamente? Não! “Ao raiar o dia” (v. 15) Ló ainda estava dentro de sua casa com sua família!!! E os anjos “insistiam” para que eles saíssem imediatamente! Era como se Ló não quisesse sair.

2º – Ló havia dado suas duas filhas em casamento a homens da cidade, ele certamente sabia que seus genros não adoravam ao Deus YHVH, mesmo assim havia cedido. Ló estava totalmente envolvido em Sodoma.

3º – Mesmo após a insistência dos anjos que avisaram quanto à destruição total de Sodoma e Gomorra, Ló ainda hesitava (v. 16).

4º – Se Ló saiu da cidade, não foi por sua própria vontade. O versículo 16 diz que os anjos o agarraram pela mão, a ele, sua esposa e filhas e os tiraram dali à força.

Para mim, este episódio deixa claro que, se Ló e suas filhas se salvaram da destruição da cidade, foi porque Deus quis tirá-los de lá. Se dependesse da vontade dessa família, o castigo teria caído sobre a casa dela também, mesmo sabendo da ameaça e promessa divinas!

Existe uma realidade: Deus prometeu que punirá o pecado e vai cumprir a promessa. Se a vida eterna é real aos que pertencem a Cristo, o sofrimento eterno também é real aos que não pertencem. A Bíblia diz, no entanto, que não há justo sobre a terra, não há ninguém que faça o bem e que decida por sua própria vontade e com os seus próprios pés abandonar a cidade condenada. Hesitamos ainda que a verdade chegue aos nossos ouvidos porque somos muito apegados a este mundo.

Muitas pessoas argumentam que a doutrina da eleição é injusta. Elas dizem: “Por que Deus salvaria uns e não salvaria outros? Por que a culpa será minha se eu for para o inferno? Se é Deus quem escolhe, a culpa é dele, oras!” Eu também pensava assim e usava esse mesmo argumento. Mas, graças ao Espírito Santo que tem me permitido entender melhor tudo isso, hoje vejo que um pensamento assim é absurdo! Porque todos já estamos debaixo da condenação. Todos queremos o que é mau, todos amamos Sodoma, nossa cidade pecaminosa. Se o Senhor deixasse com o homem a escolha, NINGUÉM seria salvo! Todos estaríamos condenados! Porque ninguém quer sair de Sodoma, mesmo tendo o conhecimento da verdade.

Porém, assim como Ló e suas filhas se salvaram do fogo que Deus derramou sobre aquela cidade, muitos de nós podemos contar com a salvação do inferno. No entanto, devemos observar nessa história que eles só foram salvos porque os anjos os puxaram pela mão e os tiraram dali à força, “porque o SENHOR teve misericórdia deles” (v. 16). Se não fosse isso, eles teriam perecido como todos os outros, e de maneira ainda mais justa, uma vez que sabiam o que estava para acontecer.

Nós também só somos salvos porque Alguém veio e “nos tirou do império das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho Amado” (Colossenses 1.13, ênfase minha). Não saímos do império das trevas sozinhos, nem nos transportamos para o Reino de Cristo pelos nossos próprios métodos. É o Senhor que vem, nos retira de um lugar para nos colocar em outro. Ele faz sozinho, não podemos contribuir com nada, a não ser com a fé, e mesmo ela não vem de nós, mas é um dom de Deus (Efésios 2.8).

Graças devemos dar a Deus, que separou os seus antes da fundação do mundo e nos livrou da condenação eterna. Obrigada, Senhor, porque o Senhor se compadeceu de mim e estou certa de que, apesar de tanta imundície que é a minha vida, Jesus Cristo, ao se entregar na cruz, pensou em mim também. Se todos os nomes escritos naquele precioso livro vieram à sua memória naquele momento, tenho em mim a certeza que o seu Espírito me dá, que meu nome foi lembrado. É provável que no instante em que Cristo pensou em mim naquela cruz, a dor deve ter ficado mais forte, bem mais forte, porque foram terríveis os meus pecados que Ele assumiu ali.

Ajuda-me a me lembrar disso quando vierem as tentações e que o sangue de Jesus Cristo me purifique de todo pecado.

[Este texto é fruto de meu plano de estudo bíblico pessoal a respeito da soberania de Deus. Leia sobre isso aqui.]

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Gênesis 19.14

Então Ló foi falar com seus genros, os quais iam casar-se com suas filhas, e lhes disse: “Saiam imediatamente deste lugar, porque o SENHOR está para destruir a cidade.” Mas eles pensaram que ele estava brincando.

Assim como as pessoas chamavam Noé de louco por causa da destruição que anunciava, os genros de Ló também não acreditavam que Deus poderia mesmo destruir a cidade. Mas aconteceu e aqueles homens pereceram junto com todo o povo daquele lugar. Hoje também não levamos a sério a mensagem sobre a ira divina e o inferno. Achamos que Deus é amoroso demais para punir o pecador. Muitas (na maioria das) vezes inclusive omitimos essa verdade ao anunciarmos o Evangelho, com medo de que as pessoas se sintam ofendidas. No entanto, omitir essa parte é deturpar o Evangelho, e isso é pecado grave.

[Este texto é fruto de meu plano de estudo bíblico pessoal a respeito da soberania de Deus. Leia sobre isso aqui.]

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Gênesis 6.5,8

O SENHOR viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal (…) A Noé, porém, o SENHOR mostrou benevolência.

Este é um dos muitos episódios que mostram a que grau chegou a perversidade do homem.

Toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal. A vontade do homem está totalmente escravizada para o mal. A Bíblia é clara quanto a isso: O homem, por si mesmo, é incapaz de escolher o bem. O homem jamais escolherá o que é bom, daí se deduz que ele não pode se voltar para Deus sozinho. É necessário que primeiro o SENHOR mostre benevolência para com o indivíduo, assim como fez com Noé. Assim capacitado para o bem, o homem poderá viver em integridade e andar com Deus (v. 9) em obediência (v. 22).

Se você se descobriu em falta, e se reconhece como um miserável merecedor da ira divina; se você se sente mal por isso e gostaria de ser transformado, esse quebrantamento é o primeiro sinal da benevolência divina para com você e, muito provavelmente, é o desejo do SENHOR salvar a sua vida e te livrar da condenação eterna. Busque-O! Peça-lhe perdão e implore misericórdia! Um coração quebrantado Deus não despreza nunca.

[Este texto é fruto de meu plano de estudo bíblico pessoal a respeito da soberania de Deus. Leia sobre isso aqui.]

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Gênesis 5.22-24

Depois que gerou Matusalém, Enoque andou com Deus 300 anos e gerou outros filhos e filhas. Viveu ao todo 365 anos. Enoque andou com Deus, e já não foi encontrado, pois Deus o havia arrebatado.

Há pouco tempo escutei um pregador (não me lembro quem era) chamar a atenção para o fato de que Enoque começou a andar com Deus depois do nascimento de seu filho, Matusalém. Ou seja, houve um tempo em que ele andou sem Deus, que seriam os seus primeiros 65 anos de vida. Algo aconteceu e o SENHOR se revelou a Enoque naquele momento de maneira tão impactante, que esse homem viveu mais 300 anos tão próximo a Deus que este decidiu arrebatá-lo sem passar pela morte.

A soberania divina mais uma vez é revelada aqui. A Bíblia afirma que “o salário do pecado é a morte”, também diz que nesta terra “não há justo, nem um sequer”. Enoque era filho de filhos de Adão, nasceu em pecado. Seus primeiros 65 anos distantes do SENHOR certamente foram suficientes para que a sua natureza pecaminosa fosse confirmada. E, ainda que depois ele tenha recebido capacitação para viver 300 anos em santidade (o que não significa que não tenha mais pecado algum, isso seria um milagre, já que mesmo alguém regenerado não consegue ficar um dia sem pecar), ainda assim ele era um pecador (alcançado pela graça? Sim, mas era um pecador). Então, por que não passou pela morte?

O SENHOR não nos dá essa resposta e nem precisa nos dar explicações! Deus simplesmente quis levar Enoque vivo para si (e o mesmo fez com Elias). Essa foi a sua vontade e quem poderia contrariá-la? Sua vontade é tão soberana que está acima até mesmo da regra universal de que todo homem, nascido de mulher, enfrentará um dia a morte. Até mesmo para Jesus Cristo (é claro, por sua vontade, a fim de cumprir seu propósito eterno) essa regra valeu.

No entanto, se Deus decidiu: “Enoque, ainda que tenha nascido em pecado, não sofrerá a morte física”, pronto! Não há ninguém que possa se apresentar diante de Deus com aquele tom arrogante de eu-sei-mais-que-todo-mundo e dizer: “Mas o Senhor não pode fazer isto! Está aqui [aponta para o livro de regras], está escrito no artigo tal, parágrafo tal que todo homem deve morrer. O Senhor precisa se submeter a essa regra!” Isso chega a ser até ridículo porque foi o próprio Deus quem estabeleceu essa regra, como castigo pelo pecado, mas poupou Enoque.

Outras pessoas poderiam argumentar: “Mas é injusto! Por que poupou Enoque e não poupou Noé, por exemplo, que também é descrito como alguém que andava com Deus? E eu? Eu também ando com Deus! Será justo eu morrer e Enoque não?” Eu acredito que para essas pessoas a resposta é a mesma que Paulo utilizou em Romanos 9.14-16, a respeito da soberania de Deus e a doutrina da eleição.

Pensando em um propósito para esse episódio, eu creio também que Deus, ao arrebatar Enoque e, posteriormente, Elias, estava prenunciando o arrebatamento de todos os santos que estiverem vivos e andando com Ele na ocasião da Segunda Vinda de Cristo, evento futuro que devemos aguardar com expectação.

[Este texto é fruto de meu plano de estudo bíblico pessoal a respeito da soberania de Deus. Leia sobre isso aqui.]

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Gênesis 4.1

Adão teve relações com Eva, sua mulher, e ela engravidou e deu à luz Caim. Disse ela: “Com o auxílio do SENHOR tive um filho homem.”

Observa-se desde as primeiras personagens bíblicas que elas atribuem a Deus as coisas boas que lhes acontecem. Eva queria um filho homem, e a chegada de Caim foi considerada por ela uma bênção do SENHOR.

Por que ela queria um filho homem? Eu especulo duas possibilidades: Uma teria a ver com a preferência pela chegada de um menino, um bebê do sexo masculino era mais desejado devido ao pensamento de que o homem é o chefe responsável pela família, pelo sustento. Essa ideia perdurou até pouco tempo atrás e, em certas culturas e religiões essa preferência acontece ainda hoje. Outra possibilidade seria a de que o casal já havia concebido outras vezes, mas nasceram mulheres em sua maioria ou totalidade. Era necessário que viessem homens para que se cumprisse a ordem divina do “cresçam e multipliquem-se”.

[Este texto é fruto de meu plano de estudo bíblico pessoal a respeito da soberania de Deus. Leia sobre isso aqui.]

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Gênesis 3.21

“O SENHOR Deus fez roupas de pele e com elas vestiu Adão e sua mulher”.

 

Para a roupa de pele existir, subentende-se que animais tiveram que ser mortos. Assim, começava-se a sentir o efeito do pecado sobre o mundo.

Fez. As roupas foram feitas por Deus (ver comentário sobre a diferença entre os verbos fazer e criar em Gn 2.7). Portanto, foi ele mesmo quem matou os animais. Foi ele quem escolheu quantos e quais, de qual classe e espécie morreriam. Deus tem esse poder, ele pôde realizar todo esse processo sem pedir permissão a nenhum órgão de proteção aos animais. Por mais que Deus ame todos os animais e cuide deles, o homem é para Ele o mais importante da criação, por isso Deus não hesitou em matar animais com o único objetivo de fazer para o homem roupas com a pele.

Deus poderia simplesmente ter chamado à existência essas roupas, sem a necessidade de usar a pele animal. Mas foi dessa maneira que escolheu fazer. Eu não saberia dizer o porquê, mas creio que, entre seus motivos, ele estava querendo mostrar a gravidade do pecado que cometeram, que as consequências são de morte. Talvez também estivesse prefigurando o sistema de sacrifícios da lei mosaica, em que um animal puro e inocente levava o castigo pelos pecados do povo e que, por sua vez, prefigurava a morte de Jesus em lugar de pecadores.

Obs.: Eu entendo que esse texto não dá abertura alguma a discussões a respeito do vegetarianismo e do veganismo, nem a favor, nem contra. Muito menos é um incentivo ao maltrato animal. Como pudemos ver, não foram homens que arrancaram o couro dos animais, foi o próprio Deus com um propósito específico. Se quiser respaldo bíblico para maltratar um animal, lamento informar que não encontrará versículo algum. Agora, se quiser entrar em uma discussão quanto ao que a Bíblia te permite ou não permite comer, comece com Gn 9.3, passe por Dn 1.8-16, Mc 7.18-19 e termine em Rm 14.2-6.

28/01/18

[Este texto é fruto de meu plano de estudo bíblico pessoal a respeito da soberania de Deus. Leia sobre isso aqui.]

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Gênesis 3.17,19

“E ao homem declarou: ‘Visto que você deu ouvidos à sua mulher e comeu do fruto da árvore da qual eu lhe ordenara que não comece, maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida. (…) Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó, e ao pó voltará’”.

 

Deus declarou ao homem que a terra seria amaldiçoada por causa dele. A maldição foi sobre a terra e não sobre o homem. Por isso a terra é um lugar de desastres e tristezas e terá que ser destruída. Deus terá que restaurá-la. É também por isso que há esperança para a humanidade. Se o Senhor tivesse amaldiçoado o homem, nenhuma carne se salvaria, pois Deus teria que levar a cabo sua decisão, Ele não volta atrás jamais. A humanidade, uma vez amaldiçoada, teria sido para sempre amaldiçoada. Graças a Deus, ele nos deixou uma possibilidade e esperança de salvação, por meio de Cristo, cujo ministério é mencionado pela primeira vez por aqui mesmo no capítulo 3, versículo 15.

porque você é pó, e ao pó voltará. Deus não perdeu o domínio sobre sua criação. Foi ele quem formou o homem do pó e, uma vez que este desobedeceu, como castigo pelo pecado, Deus decide justamente que sua criação deveria voltar ao pó de onde veio. A morte entrou no mundo como um castigo merecido por nossa desobediência.

27/01/18

 

[Este texto é fruto de meu plano de estudo bíblico pessoal a respeito da soberania de Deus. Leia sobre isso aqui.]

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